domingo, 7 de abril de 2013

UM LÍDER QUE FAZ ACONTECER


Um líder que faz acontecer



Para Hélio Rotenberg, CEO do Grupo Positivo, o líder tem de saber decidir e fazer acontecer. “Essa é minha definição ‘curta’ de liderança.”

“Minha definição curta de liderança é ‘decidir e fazer acontecer’”, afirma Hélio Rotenberg, CEO da holding do Grupo Positivo, que sucedeu, em 2012, Oriovisto Guimarães, fundador do grupo, com quem aprendeu a ter foco e agir, em vez de ficar observando o concorrente. 

O processo de sucessão foi muito tranquilo. Rotenberg pôde participar das principais reuniões e decisões antes de ter de decidir, o que lhe trouxe segurança para assumir a presidência. Ele ainda contou com o apoio de sessões de coaching, que considerou valiosas. 


O CEO já foi seis vezes premiado como o “Executivo de Valor” da área de informática e TI pelo jornal Valor Econômico, e será um dos palestrantes do Fórum HSM Gestão e Liderança 2013, evento que será realizado nos dias 2 e 3 de abril em São Paulo. 

Se há uma definição “curta” de liderança, é porque existe a longa. O executivo explicou, à revista HSM Management (ed. 92, p.28, mai.-jun. 2012), que ela inclui três aspectos.


Um bom líder deve ser como o ideograma chinês, em que as palavras “crise” e “oportunidade” se complementam. O líder deve saber superar os desafios que lhe são impostos na crise e enxergar as oportunidades que lhe são dadas para alcançar resultados positivos. Isso se faz com criatividade e inovação. 
A liderança demanda constante tomada de decisão. O gestor deve, além de avaliar dados, saber levar em conta seu instinto, baseado em anos de experiência e conhecimento de mercado. “É fundamental que o líder alimente seu instinto com atualização e aprendizado constantes”, recomenda o CEO. 
O líder deve saber incentivar ao máximo o desempenho da equipe. Para isso, tem de deixar claro aonde quer chegar, inspirar e obter a confiança da equipe, demonstrando conhecimento.

A trajetória vitoriosa 

Inquieto, aos 15 anos, Rotenberg já dava aulas particulares. Aos 19, abriu um ringue de patinação. Aos 21, associou-se a uma empresa de informática para comercializar computadores. Formou-se engenheiro civil e fez mestrado em informática, mas afirma que aprendeu na prática, aproximando-se de pessoas que tivessem conhecimento tradicional de gestão. “Minha visão é muito mais estratégica e comercial do que organizacional”, afirma. 

Em 1987, sentiu desejo de dirigir a Faculdade Positivo. Fez alguns contatos e chegou a Oriovisto, que gostou de não tê-lo ouvido falar em bytes nem em remuneração por hora trabalhada. Conquistou o emprego. 

Em 1989, apresentou o projeto para a implantação de uma fábrica de computadores. A ideia era vender as máquinas para as escolas conveniadas da metodologia Positivo. No entanto, o Plano Collor fez ruir o mercado-alvo da empresa.

Mas, como na crise há outro lado, o desenrolar da história foi feliz. Em três anos, a Positivo havia se tornado um dos três maiores fornecedores de computadores para governos, que compram configuração aliada ao custo-benefício. 

Rotenberg considera que a empresa obteve crescimento “sobrenatural”: entre 2003 e 2010, a venda de computadores por ano saltou de 21 mil unidades para quase 2 milhões. “Então, focávamos muito mais a eficiência de entrega, para completar o ciclo da venda, do que a eficiência de custo.” 

Mas o mercado se tornou muito mais concorrido em 2010, e o crescimento passou a um percentual anual de dois dígitos. Consequência: o grupo passou a olhar mais para dentro. Hoje, o Positivo fatura R$4 bilhões ao ano, é líder do mercado brasileiro e principal marca no mercado argentino. 

Referência: 

SALIBI NETO, José. “Hélio Rotenberg, o sucessor”. HSM Management ed. 92, p.28, mai.-jun. 2012.

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