sexta-feira, 16 de agosto de 2013

INTELIGÊNCIA FINANCEIRA EM FAMÍLIA


É fundamental conversar em família assuntos relacionados ao dinheiro.
Recomenda-se que, respeitada a individualidade de seus membros, os valores das receitas e despesas sejam discutidos para que o planejamento conte com a participação e o envolvimento de pais e filhos.
Questão relevante e que deve ser frequentemente discutida diz respeito às reservas que a família pode fazer periodicamente para pagar grandes despesas (como as que usualmente são verificadas no início do ano) ou para quitação de financiamentos, a fim de que entradas excepcionais de dinheiro possam, sempre com cautela, ser utilizadas para o pagamento de supérfluos sem comprometer o orçamento.
Famílias que possuem um orçamento doméstico anual organizado podem, por exemplo, considerar o 13o salário como um prêmio a ser gasto com aquilo que se quer e não necessariamente com o que se necessita.
Uma sugestão de provisão é a seguinte: se a família gastou, por exemplo, R$ 3.600,00 em janeiro de 2013 com IPTU, IPVA e matrícula escolar, pode-se dividir esse valor por 12, a fim de se estimar o valor que deve ser poupado para fazer frente a tais gastos no ano seguinte. Em nosso exemplo, a família deverá poupar R$ 300,00 por mês, durante todo o ano de 2013, para que, em janeiro de 2014, tenha o montante necessário para o pagamento das mesmas despesas em 2014.
Além da provisão citada, desenvolver o hábito mensal de poupar é fundamental no ambiente familiar, sobretudo para aumentar o patrimônio e aproveitar boas oportunidades de investimento ou quitação de dívidas.
Contudo, imprevistos podem acontecer e para isso, é importante se ter uma reserva. E quando os pais têm esse hábito, eles influenciam o comportamento dos filhos para utilizarem bem o dinheiro quando adultos.
Mais do que isso, um planejamento financeiro adequado reduz a carga de estresse das famílias, já que é fato que problemas financeiros podem atrapalhar as relações afetivas.
Uma ex-aluna relatou certa vez, publicamente, que “falta de educação financeira acaba com qualquer amor”. Ela era noiva e estava de casamento marcado. A mobília da casa havia sido comprada exclusivamente por ela e o noivo gastava todo o salário em consumo de supérfluos. Ela vislumbrou que teria maiores problemas após o casamento e com isso, terminou o noivado.
Afirmar que os opostos se atraem não funciona no mundo das finanças. Dificilmente um casal viverá em harmonia se um dos parceiros (seja cônjuge, companheiro, namorado) é educado financeiramente e, portanto, capaz de contribuir para a segurança financeira do casal e o outro é desequilibrado nas relações de consumo.
Conversar sobre dinheiro com o marido, com a esposa, com os filhos entre outros membros que dividem o mesmo teto é fundamental, pois possibilita o alinhamento de expectativas e desejos, viabilizando um planejamento que agrade e envolva todos.

Colaboração Professor Fernando Agra. www.fernandoagra.webnode.com
Fonte Folha de São Paulo

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