quarta-feira, 6 de novembro de 2013

O MAR ESTA PARA PEIXE...


Ram Charan aposta em megaoportunidades para líderes hoje e num futuro próximo. Durante o Special Management Program da HSM do dia 2 de dezembro, ele falará sobre como aproveitá-las. 
Na visão de Ram Charan, expressa em entrevista exclusiva à HSM Management, haverá menos concorrência entre organizações e mais entre os líderes. “Eles é que vão tomar as atitudes e determinar o futuro das empresas”, afirma o renomado coach de altos executivos, especialista em liderança, estratégia e execução. Para ele, onde existem pessoas, existem mais oportunidades, daí a posição favorável do Brasil na cena global. 
Tal cena, segundo ele, já tem seu pano de fundo definido: o poder econômico dos países do Norte está sendo transferido para os que se situam ao Sul do paralelo 31, que cruza o Norte da África, o México e a China, por exemplo. Isso é resultado de uma dinâmica de forças incontroláveis, como mudanças demográficas, volatilidade do sistema financeiro mundial, tecnologias digitais e energias liberadas da parte meridional do planeta. 
Esse redesenho do tabuleiro do jogo constitui, para Charan, um chamado para os líderes deixarem de lado antigos paradigmas sobre a relação entre Norte e Sul e aproveitarem as megaoportunidades que já começam a surgir. 
Nesse contexto, todos os líderes, inclusive os de pequenas empresas, devem ficar de olho em seis tendências: 
  1. Distribuição mais equânime de oportunidades e riqueza no mundo, motivada pela busca das pessoas por uma vida melhor.
  2. Incerteza, já que o sistema financeiro global é altamente instável.
  3. Perene guerra por empregos, ainda que os índices de desemprego caiam, pois os países querem fortalecer sua classe média e suas reservas financeiras. Por isso, não param de lutar, de modo que nenhum sai vencedor de fato.
  4. Mais ajuda dos governos às empresas, fazendo surgir oportunidades da noite para o dia.
  5. Estabelecimento de mais parcerias entre empresas do Norte e do Sul, como forma de luta diante de exigências governamentais de contrapartidas em propriedade intectual e transferência de tecnologia, ou como iniciativa própria.
  6. Surgimento de novos problemas ambientais em função da dinamização econômica do Sul, o que também ensejará novos negócios. 
Além disso –e talvez principalmente por isso– os líderes terão de se esforçar para compreender as diferentes culturas em que sua empresa atua e mapear a movimentação das pessoas entre os países. 
O líder sulista tende a ser bem informado sobre as economias do Norte, mas não sobre as demais do próprio Sul. Na busca por esse conhecimento, vale seguir o conselho de Charan: “Todo líder deve estar disponível para criar redes sociais externas e também procurar pessoas que possam lhe dar esse conhecimento. E tem de ser bom em interpretar essas informações”. 
O consultor deixa claro que é preciso acabar com o hábito de priorizar resultados de curto prazo. O longo prazo não diz respeito, contudo, a cautela excessiva. “Há muitas empresas com dinheiro em caixa que não estão investindo e, no mundo atual, isso está longe de ser a melhor opção”, alerta. “Os líderes têm de saber quais países são bons para investir de acordo com a estratégia de crescimento da empresa. Toda empresa precisa ter uma estratégia de crescimento agora.” Afinal, “há peixes para todos os gostos” nesse oceano de oportunidades. 
Charan estará em São Paulo no dia 2 de dezembro para mais uma edição do Special Management Program. Ao longo de todo o dia, o pensador abordará temas ligados ao cenário global de competição, liderança, estratégia e execução.

Referência:
ALMEIDA, L. M. “Sul contra Norte (e você está no Sul)”. HSM Management, n.99, p.40-46, jul.-ago. 2013.

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